Checklist da Reforma Tributária: sua empresa está preparada para 2027?

Checklist da Reforma Tributária para empresas em 2027

2027 está mais perto do que parece.

E, para as empresas, a Reforma Tributária deixa de ser apenas um assunto de planejamento. No próximo ano, uma nova etapa do sistema tributário brasileiro começa de fato.

Por isso, esperar janeiro para entender as mudanças pode ser um erro.

Sua empresa precisa revisar sistemas, preços, fornecedores, contratos e fluxo de caixa ainda em 2026.

Além disso, empresas do Simples Nacional já possuem decisões importantes para tomar neste mês de setembro.

Então, antes de pensar que “a contabilidade vai resolver tudo”, faça uma pergunta:

sua empresa está realmente preparada para 2027?

Use este Checklist da Reforma Tributária para descobrir.

O que muda com a Reforma Tributária em 2027?

O ano de 2026 funciona como uma etapa de testes e adaptação.

Já em 2027, a transição avança.

PIS e Cofins deixam de existir, enquanto a CBS entra em uma nova etapa de cobrança. Além disso, o Imposto Seletivo começa a produzir efeitos. A transição do IBS também continua dentro do cronograma estabelecido pela Reforma Tributária. 

Portanto, empresários precisam olhar além do departamento fiscal.

As mudanças podem atingir:

  • formação de preços;
  • margem de lucro;
  • compras;
  • fornecedores;
  • contratos;
  • sistemas;
  • documentos fiscais;
  • fluxo de caixa;
  • relacionamento com clientes.

Por isso, a preparação precisa envolver toda a gestão.

1. Seu regime tributário já foi analisado para 2027?

Comece pelo básico.

Sua empresa está no:

  • Simples Nacional;
  • Lucro Presumido;
  • ou Lucro Real?

Depois, faça outra pergunta:

esse regime continuará sendo adequado em 2027?

Não presuma que a melhor escolha será a mesma utilizada nos últimos anos.

A Reforma Tributária muda principalmente a tributação sobre o consumo. Portanto, a análise precisa considerar também CBS, IBS, créditos, clientes e fornecedores.

Além disso, empresas do Simples possuem uma decisão específica.

Atenção: setembro é decisivo para empresas do Simples

O prazo já começou.

Desde 1º de setembro de 2026, microempresas e empresas de pequeno porte podem realizar escolhas importantes para 2027.

Empresas que desejam ingressar no Simples Nacional devem observar o prazo até 30 de setembro.

Além disso, empresas optantes podem escolher se recolherão IBS e CBS dentro do Simples ou pelo regime regular. Essa escolha inicial vale para o primeiro semestre de 2027. 

Portanto, se sua empresa está no Simples, marque este item:

☐ Já simulamos Simples tradicional versus Simples com IBS e CBS pelo regime regular.

Se a resposta for não, esse assunto precisa entrar na pauta agora.

2. Seu sistema está preparado para IBS e CBS?

A Reforma Tributária também chegou aos documentos fiscais.

Por isso, ERP, sistema de faturamento e emissor de notas precisam acompanhar os novos leiautes.

Em 2026, Receita Federal e Comitê Gestor do IBS publicaram um cronograma específico para implementação dos documentos fiscais eletrônicos relacionados ao IBS e à CBS. 

Portanto, não presuma que seu sistema já está pronto.

Converse com o fornecedor.

Pergunte diretamente:

“Nosso sistema está atualizado para as exigências da Reforma Tributária?”

Além disso, faça testes.

Emitir documentos corretamente será parte essencial da operação em 2027.

☐ Nosso ERP e sistema fiscal já estão sendo adaptados para IBS e CBS.

3. Os cadastros de produtos e serviços estão corretos?

Atualizar o sistema não resolve tudo.

Os dados também precisam estar corretos.

Por isso, revise os cadastros de produtos e serviços.

Uma empresa de comércio, por exemplo, pode ter centenas ou milhares de itens cadastrados.

Se esses dados estiverem incorretos, o sistema pode utilizar informações fiscais inadequadas.

O mesmo vale para empresas de serviços.

Portanto, revise:

  • cadastro dos produtos;
  • cadastro dos serviços;
  • natureza das operações;
  • informações fiscais;
  • regras utilizadas pelo ERP.

Além disso, evite deixar essa revisão para dezembro.

Quanto maior o número de produtos, maior será o trabalho.

☐ Já iniciamos a revisão dos nossos cadastros fiscais.

4. Sua empresa sabe quais créditos poderá aproveitar?

Crédito tributário será uma palavra cada vez mais comum dentro das empresas.

No novo modelo, a lógica de IBS e CBS amplia a importância das aquisições realizadas pela empresa.

Por isso, não basta analisar quanto de imposto aparece na venda.

Também será necessário observar os créditos relacionados às compras e despesas, conforme as regras aplicáveis a cada operação.

Imagine duas empresas com faturamento de R$ 500 mil.

A primeira compra muitas mercadorias.

Já a segunda possui poucos fornecedores e concentra seus custos em folha de pagamento.

Embora faturem o mesmo valor, os impactos podem ser diferentes.

Portanto, a empresa precisa mapear sua estrutura.

☐ Sabemos quais compras e despesas podem gerar créditos de IBS e CBS.

5. Seus fornecedores já foram analisados?

Esse ponto está diretamente relacionado ao anterior.

A escolha de fornecedores pode ganhar ainda mais importância.

Por isso, faça uma lista dos principais parceiros da empresa.

Comece pelos fornecedores que representam a maior parte dos custos.

Depois, analise:

  • regime tributário;
  • produtos ou serviços fornecidos;
  • localização;
  • valores;
  • frequência das compras;
  • impacto sobre os créditos;
  • condições de pagamento.

Essa análise merece atenção especial para empresas do Pará e da Região Norte.

Muitos negócios compram mercadorias, equipamentos e insumos de outros estados. Além disso, frete e logística possuem peso relevante na formação do custo.

Consequentemente, preço de compra, tributação e logística precisam ser avaliados juntos.

☐ Já mapeamos nossos principais fornecedores e o impacto deles na nova tributação.

6. Seus preços para 2027 já foram simulados?

Esse é um dos itens mais importantes do Checklist da Reforma Tributária.

Não reutilize automaticamente a tabela de preços de 2026.

Primeiro, simule.

Imagine um produto vendido atualmente por R$ 1.000.

Dentro desse preço existem:

  • custo;
  • despesas;
  • tributos;
  • frete;
  • comissões;
  • margem de lucro.

Se parte dessa estrutura muda em 2027, o resultado da venda também pode mudar.

Por isso, não pergunte apenas:

“Quanto de imposto teremos?”

Pergunte:

“Depois de impostos, custos e despesas, quanto vai sobrar?”

Essa é a conta que realmente importa.

☐ Já simulamos nossos principais preços considerando o cenário de 2027.

7. Você conhece a margem real dos seus produtos ou serviços?

Faturamento não é lucro.

Uma empresa pode vender mais e, mesmo assim, ganhar menos dinheiro.

Isso acontece quando a margem diminui.

Por exemplo, uma empresa pode faturar R$ 1 milhão por mês.

Porém, se sua margem cair de 12% para 8%, existe uma diferença relevante no resultado.

Por isso, antes de alterar preços, descubra sua margem atual.

Analise principalmente os produtos ou serviços que representam a maior parte do faturamento.

Depois, estabeleça uma margem mínima aceitável.

Assim, a empresa poderá testar diferentes preços para 2027.

☐ Conhecemos nossa margem real por produto, serviço ou grupo de operação.

8. Seus clientes são B2B ou B2C?

Esse detalhe pode mudar a estratégia.

Uma empresa que vende para pessoas físicas possui uma realidade.

Já uma empresa que vende para outras empresas possui outra.

Empresas B2C

No mercado B2C, o consumidor olha principalmente para o preço final.

Por isso, qualquer reajuste precisa considerar o mercado.

Aumentar demais pode reduzir vendas.

Por outro lado, não reajustar quando necessário pode prejudicar a margem.

Empresas B2B

No mercado entre empresas, os créditos tributários podem ganhar maior relevância.

Imagine, por exemplo, uma empresa de Marabá que fornece produtos para mineradoras ou indústrias.

Nesse cenário, o cliente empresarial também pode analisar os efeitos fiscais daquela aquisição.

Por isso, empresas B2B precisam acompanhar esse assunto com atenção.

☐ Já separamos nossas vendas B2B e B2C para analisar os impactos de cada cenário.

9. Seus contratos estão preparados para mudanças tributárias?

Imagine um contrato assinado em 2026.

Ele terá duração até dezembro de 2027.

Durante esse período, a tributação muda.

Então surgem algumas perguntas.

O preço pode ser reajustado?

O contrato prevê mudança tributária?

Quem absorve o impacto?

Existe possibilidade de renegociação?

Se sua empresa possui contratos recorrentes ou de longo prazo, faça essa revisão agora.

Isso vale principalmente para:

  • terceirização;
  • serviços mensais;
  • contratos empresariais;
  • fornecimento contínuo;
  • manutenção;
  • locações;
  • grandes projetos.

Além disso, contratos que exigem uma interpretação jurídica específica devem passar pela análise de um profissional da área.

☐ Revisamos os contratos que continuarão vigentes em 2027.

10. O fluxo de caixa já considera o novo cenário?

Esse item não pode ficar de fora.

A Reforma Tributária não influencia apenas impostos.

Ela também pode mudar quando o dinheiro fica disponível para a empresa.

Um dos mecanismos previstos no novo sistema é o split payment.

De forma simples, ele permite a separação do IBS e da CBS durante a liquidação financeira da operação.

No entanto, o cronograma operacional e o alcance inicial ainda exigem acompanhamento dos atos definitivos.

Por isso, a empresa não deve tratar cenários preliminares como regras fechadas.

Mesmo assim, vale fazer simulações.

Pergunte:

se parte do tributo for separada antes de o dinheiro ficar disponível no caixa, teremos capital de giro suficiente?

Depois, analise:

  • contas a pagar;
  • salários;
  • fornecedores;
  • estoque;
  • parcelamentos;
  • financiamentos;
  • prazo médio de recebimento.

☐ Já simulamos o fluxo de caixa para diferentes cenários da Reforma Tributária.

11. Sua equipe entende o que está mudando?

Não adianta o contador conhecer a Reforma Tributária se ninguém dentro da empresa entende seus impactos.

A mudança precisa chegar à gestão.

Além disso, alguns setores precisam participar diretamente.

Financeiro

Deve acompanhar fluxo de caixa e margem.

Comercial

Precisa entender preços, descontos e negociação.

Compras

Deve analisar fornecedores e custos.

Fiscal

Precisa acompanhar documentos e obrigações.

Tecnologia

Deve garantir que os sistemas estejam atualizados.

Direção

Precisa transformar todas essas informações em decisões.

Portanto, organize uma reunião interna.

Não precisa transformar todos os funcionários em especialistas tributários.

Porém, cada área precisa saber o que deve fazer.

☐ As áreas responsáveis já sabem quais mudanças precisam acompanhar.

12. Existe um responsável pelo projeto Reforma Tributária?

Por fim, defina responsabilidades.

Quando uma tarefa é responsabilidade de “todo mundo”, muitas vezes ela acaba não sendo responsabilidade de ninguém.

Por isso, determine quem acompanhará:

  • contabilidade;
  • sistema;
  • documentos fiscais;
  • preços;
  • contratos;
  • fornecedores;
  • fluxo de caixa;
  • cronograma da Reforma.

Pode ser uma pessoa ou um pequeno grupo.

Além disso, estabeleça datas.

Por exemplo:

Setembro: decisões relacionadas ao Simples e IBS/CBS.

Outubro: revisão de cadastros e fornecedores.

Novembro: simulação de preços e contratos.

Dezembro: validação final dos processos para 2027.

Assim, a Reforma Tributária deixa de ser um problema abstrato.

Ela vira um projeto com responsáveis e prazos.

☐ Temos responsáveis e um cronograma de preparação para 2027.

Checklist rápido: sua empresa está preparada?

Agora responda sim ou não:

  • ☐ Regime tributário de 2027 já foi analisado?
  • ☐ Simples Nacional e IBS/CBS já foram avaliados, quando aplicável?
  • ☐ ERP e sistema fiscal estão preparados?
  • ☐ Cadastros de produtos e serviços foram revisados?
  • ☐ Créditos tributários foram mapeados?
  • ☐ Principais fornecedores foram analisados?
  • ☐ Preços de 2027 já foram simulados?
  • ☐ Margem real da empresa é conhecida?
  • ☐ Clientes B2B e B2C foram separados na análise?
  • ☐ Contratos foram revisados?
  • ☐ Fluxo de caixa foi simulado?
  • ☐ Existe uma equipe ou responsável pela transição?

Se existem vários itens sem resposta, isso já mostra onde sua empresa precisa começar.

Não espere janeiro para descobrir o que deveria ter feito em 2026

Esse talvez seja o principal ponto deste Checklist da Reforma Tributária.

2027 não deve ser o ano em que sua empresa começa a estudar a mudança.

Deve ser o ano em que ela começa a operar com uma preparação feita anteriormente.

Além disso, algumas decisões já estão acontecendo.

Desde 1º de setembro de 2026, por exemplo, empresas possuem até o dia 30 para realizar determinadas escolhas relacionadas ao Simples Nacional e à forma de recolhimento de IBS e CBS para 2027. 

Portanto, a preparação não deve ficar para depois.

Reforma Tributária: preparação é melhor do que correção

A Reforma Tributária muda impostos.

Porém, para o empresário, ela pode mudar muito mais.

Ela interfere em preço, margem, fornecedores, clientes, contratos e fluxo de caixa.

Por isso, a empresa precisa olhar para a mudança como um projeto de gestão.

Na Sédue Contabilidade, acompanhamos a Reforma Tributária para ajudar empresários de Marabá, do Pará e da Região Norte a entender como as novas regras afetam seus negócios.

O objetivo não é apenas estar em conformidade.

É tomar decisões antes que uma mudança tributária vire um problema financeiro.

Quantos itens deste checklist sua empresa já conseguiu concluir?

Se ainda existem vários pontos sem resposta, não espere 2027 chegar.

Entre em contato com a Sédue Contabilidade e converse com nossa equipe para avaliar a preparação da sua empresa para a Reforma Tributária.